O raio-X não mostrou nada. A ressonância magnética também não mostrou nada. Mas a dor intensa e aguda no quadril de Mariana estava destruindo a vida dela.
Foi aí que eu soube que ela havia sido diagnosticada de forma errada, como acontece com 70% das mulheres na menopausa que sentem dor no quadril.
Ela tinha 54 anos, sempre foi ativa a vida inteira e, agora, mal conseguia subir os degraus da própria casa sem se segurar no corrimão.
-“Três médicos me disseram que é só artrite”, ela contou.
-“Eles acham que estou inventando.”
Eu sabia exatamente o que estava acontecendo. E não tinha absolutamente nada a ver com artrite.
Mariana estava sofrendo de tendinopatia glútea, a epidemia silenciosa que afeta 1 em cada 4 mulheres após a menopausa.
70% das mulheres com “dor no quadril” estão, na verdade, mal diagnosticadas.
Um estudo brasileiro divulgado em 2023 por pesquisadores da área de saúde da mulher revelou que grande parte das mulheres na menopausa diagnosticadas com “artrite no quadril” na verdade sofre de tendinopatia glútea, uma condição diferente, pouco investigada, e que exige um tratamento completamente distinto.